13/02/13

Café (talvez) reduz risco de cancro do fígado


Coffee may reduce the risk of liver cancer

Regular coffee drinking could lower the risk of liver cancer by up to 55%, suggests a new meta-analysis. The prevalence of liver cancer is rare in Western countries but affects considerable numbers of people in East and South East Asia.

Italian researchers combined the data from 10 long-tem studies that included information about coffee consumption and the incidence of various cancers. It was found that moderate coffee drinking was associated with a 30% lower risk of liver cancer, while heavy coffee drinking was associated with a 55% lower risk. The apparently beneficial effects were seen in studies carried out in Southern Europe, where coffee drinking is widespread, but also in Japan where coffee drinking is less common.
Coffee could impact on liver cancer development for a variety of reasons. It is a source of polyphenol antioxidants, which are known to protect cells from damage. Also, some constituents of coffee have been found to inhibit cancer cell growth in animal studies.. More research is needed before firm recommendations about coffee and cancer can be made.

For more information, see Bravi F et al (2007). Coffee drinking and hepatocellular carcinoma risk: A meta-analysis. Hepatology, Vol 46, pp 430-435.

Original:  http://www.eufic.org/page/en/show/latest-science-news/page/LS/fftid/Coffee-reduce-risk-liver-cancer-polyphenol-antioxidants/

12/02/13

Carne de Vaca ou Cavalo?




«« O escândalo da carne de cavalo vendida como se fosse vaca em vários países da UE levou a que fosse agendada uma reunião urgente de ministros europeus para quarta-feira. A França anunciou, entretanto, o reforço dos controles sobre a indústria da carne e pescado e o governo britânico pondera suspender a importação de produtos de carne da Europa continental. Em causa estão vários produtos ultracongelados onde foram detetadas grandes percentagens de carne de cavalo, embora as etiquetas dissessem que eram de origem bovina.
Quarta-feira, os ministros europeus relacionados com o dossier vão discutir em Bruxelas “as medidas necessárias a nível da União Europeia” para lidar com a situação, lê-se num comunicado divulgado pela presidência irlandesa da UE.

O ministro francês da Agricultura manteve esta segunda-feira uma reunião de crise com profissionais do setor agroalimentar e das carnes.

Stephane le Foll disse que a França vai “fazer pressão ” no sentido de uma melhor etiquetagem dos produtos e defendeu que a Comissão Europeia, que “deve fazer um relatório no final do ano” deveria “ir mais rápido “, tendo em consideração o escândalo que foi descoberto na semana passada no Reino Unido.
França reforça mecanismos de controle

Paris não esperou que fossem tomadas decisões a nível europeu. O ministro responsável pelo Consumo, Benoît Hamon, disse que o governo decidiu proceder a um “reforço imediato” dos controles de repressão de fraudes e garantiu que as investigações se vão estender para além das duas empresas francesas mais diretamente implicadas no escândalo, Spanghero e Comigel .

Segundo Benoît Hamon, todo o setor da carne e do peixe vai ser colocado “sob vigilância” ao longo de 2013.

“Não se trata de ter um agente do departamento antifraudes atrás de cada peça de carne, mas vamos proceder a um inventário extenso de todos os produtos sobre os quais existe uma suspeita”, disse este responsável governamental, citado pela France Press.

O próprio presidente François Hollande tinha denunciado algum tempo antes “os incumprimentos”, os “aproveitamentos”, e “os comportamentos inadmissíveis”, que este caso envolve.

“Devem ser decretadas sanções administrativas e penais se o dossier assim o justificar” disse o chefe de Estado francês.
Grã-Bretanha pondera decretar moratória às importações

Na Grã-Bretanha, onde o escândalo assumiu proporções maiores, o ministro do ambiente, Owen Paterson, avisou que os consumidores devem estar preparados para “mais notícias más” nos próximos dias.

Isto porque são aguardados para esta semana os resultados dos testes efetuados às carnes suspeitas, para determinar se esta contém “produtos nocivos para a saúde humana” .

Um dos testes que está a ser efetuado destina-se a detetar a presença de fenilbutazona , um anti-inflamatório usado em veterinária, para tratar dores e febre em cavalos, mas que, em grandes doses, por um tempo prolongado, pode provocar anemia aplástica e outros problemas de saúde nos seres humanos.

No parlamento britânico alguns deputados estão a pressionar o governo para que decrete imediatamente uma moratória na importação de carnes da Europa continental, enquanto se espera o resultado dos testes que só deverão estar prontos na sexta-feira.
Regras do Mercado Único não permitem proibição de importações

O ministro britânico do ambiente garante que “tomará todas as ações que forem necessárias”, se os testes demonstrarem que a carne de cavalo, vendida de forma fraudulenta em produtos ultracongelados no Reino Unido, atenta contra a saúde dos consumidores.

Owen Paterson diz que as regras do Mercado Único Europeu não lhe permitem proibir importações, mas que está contemplada a possibilidade de uma moratória, no caso de existir uma emergência de saúde pública. Foi o que aconteceu nos anos 90 quando as importações da Grã-Bretanha para o resto da UE estiveram suspensas, depois da crise da BSE [encefalopatia espongiforme bovina, vulgarmente conhecida por doença das vacas loucas].

“Trata-se de um caso de fraude e conspiração contra o público. De uma ação criminosa, ao substituir um material por outro”, disse.

O ministro garantiu que vai discutir a questão com os restantes colegas da União Europeia, e salientou que já estão em curso ações legais nos países da Europa continental.

“Espero que esses processos legais permitam desmascarar os criminosos, porque é completamente inaceitável que os consumidores britânicos adquiram um produto com uma etiqueta a dizer que é uma coisa, quando de facto é outra”, acrescentou.
Circuito de abastecimento torna difícil apurar culpados

Até agora ninguém identificou nenhum risco para a saúde dos produtos contaminados, mas o caso está a perturbar os consumidores por toda a Europa, particularmente na Irlanda e na Inglaterra, países onde comer carne de cavalo é praticamente tabu e onde se detetaram inúmeros casos relacionados com a fraude em produtos como lasanhas, canelone e mussaka

A motivação do caso parece ser essencialmente financeira já que a carne de cavalo é substancialmente mais barata do que a de vaca. As investigações da autoridade francesa de segurança alimentar puseram à luz do dia o tortuoso percurso que estes produtos fazem no seio dos 27.

Exemplo disso é a multinacional Findus, uma das empresas que mais viu a sua reputação afetada  pelo escândalo. Em alguns dos produtos ultracongelados à venda no Reino Unido foram identificados teores elevados de carne de cavalo.

A Findus comprou a carne a uma companhia baseada no nordeste de França, a Comigel, que abastece fornecedores em 16 países com produtos semelhantes. Os produtos identificados nas Ilhas Britânicas vinham de uma fábrica da Comigel no Luxemburgo.

A Comigel tinha adquirido a carne a uma companhia denominada Spanghero no sudoeste de França, que por sua vez é uma subsidiária de outra firma chamada Poujol.

A França diz que a Poujol, adquiriu a carne congelada a um comerciante em Chipre, que por sua vez subcontratou a ordem a um comerciante na Holanda, o qual foi abastecer-se a dois matadouros situados na Roménia.

Na sequência do escandalo, a Findus retirou do mercado do Reino Unido e da França os seus produtos ultracongelados de carne. Os supermercados franceses também retiraram das prateleiras  os produtos deste género, mesmo os de marca própria.
Firmas atingidas trocam acusações

Entretanto as acusações voam. Enquanto a Holanda investiga se houve alguma companhia do país envolvida no caso, a Findus declarou que vai processar a Comigel por quebra de contrato e fraude.

Segundo o presidente da Findus Nordic, o contrato entre a Findus e a Comigel estipulava que a carne para a lasanha devia vir da Alemanha, da França ou da Áustria. Mas não foi isso o que aconteceu.

“Os clientes devem poder confiar na declaração de conteúdos”, disse Jari Latvanen , “vamos iniciar uma forte ação legal para garantir que todos os culpados neste assunto serão castigados. A nossa reputação foi prejudicada e faremos tudo para restabelecer a confiança”.

Esta segunda-feira, os agentes da fiscalização francesa antifraudes inspecionaram as instalações da Comingel em Metz e da Spanghero em Castelnaudary.

A Spanghero, subsidiária da Pujol que comprou a carne em questão, garante que o que comprou estava rotulado de carne de vaca proveniente da Roménia e ameaçou processar o fornecedor.

O presidente da Associação das Indústrias Agroalimentares de França, Jean René Buisson, fala de crime de confiança. “A Findus , a principal afetada, recebeu carne com um certificado que indicava carne de vaca. Trata-se de um problema de vigarice”, declarou.
Roménia protesta e rejeita acusações

À medida que todos os elos desta longa cadeia vão tentando desviar as culpas, os dedos acusadores viram-se para o elo final do caso, a Roménia, o que já levou este país a protestar vigorosamente.

O governo de Bucareste diz que ainda não surgiram provas de que a carne que saiu dos fornecedores romenos estivesse falsamente identificada como sendo de bovino e não de equídeo.

“De todos os dados que temos até ao momento não existe nenhuma violação das regras europeias cometidas por companhias da Roménia ou em território romeno,” disse o primeiro-ministro romeno
Vítor Ponta que se declarou “muito zangado” por as culpas estarem a ser atiradas para o seu país.

Segundo o chefe do governo romeno, “é muito claro que a companhia francesa não tinha qualquer contrato direto com a companhia romena e tem de se apurar onde é que a fraude foi cometida e quem é o responsável”.

O presidente da Roménia, Traian Basescu, disse ontem que o seu país poderá, potencialmente, enfrentar restrições às exportações e perder credibilidade “por muitos anos”, se se provar que os matadouros romenos estão na origem do problema. “Espero que isso não aconteça”, acrescentou.  »»

Notícia Original: http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=627289&tm=7&layout=121&visual=49

11/02/13

Lentilhas em tomate



Demolhe as lentilhas de um dia para o outro e depois coza-as juntamente com as cenouras, cortadas em pequenos pedaços. Tempere com sal.

Aqueça o azeite e junte a cebola picada. Depois de alourada junte os tomates pelados e picados e alhos picadinhos. Deixe estufar um pouco.

Acrescente o preparado anterior às lentilhas cozidas, leve tudo ao lume e deixe cozer bem. Acrescente água, se necessário, e rectifique o sal e algumas especiarias a gosto.

Adicione as salsichas previamente grelhadas e deixe em lume brando para apurar.

Pode-se usar cebolinho ou alho-francês para enriquecer o prato.



Lentils with tomato


Soak the lentils an overnight and then boiled them along with the small pieces of carrots. Season with salt.

Heat the olive oil and add the chopped onion. After add the tomatoes peeled and chopped and chopped garlic. Let stew a bit.

Add the cooked lentils prepared prior, mix all and let it cook well. Add water if necessary and correct some spices and salt to taste.

Add the sausages grilled beforehand and leave on low heat to simmer.

You can use chives or leek to enrich the dish.

04/11/12

O significado das papoilas que a rainha usa


Há muito tempo que me intrigava o facto da realeza inglesa usar umas flores vermelhas. 


Essas flores são papoilas e servem para relembrar os sacrificios das guerras.

Depois da destruição causada nas guerras napoleónicas do início do século IX transforam as terras «nuas» em campos de papoilas vermelhas que cresciam em torno dos corpos dos soldados mortos.

No final de 1914, os campos do norte de França foram mais uma vez rasgados  como a Primeira Guerra Mundial. Até que o conflito terminasse a papoila era uma das únicas plantas que crescia nos campos de batalha de outra forma estéril.

O significado da papoila como um símbolo de memória aos mortos da guerra foi realizado pelo cirurgião canadiano John McCrae no poema «In Flanders Fields» (1919).

In Flanders fields the poppies blow
      Between the crosses, row on row,
   That mark our place; and in the sky
   The larks, still bravely singing, fly
Scarce heard amid the guns below.

We are the Dead. Short days ago
We lived, felt dawn, saw sunset glow,
   Loved and were loved, and now we lie
         In Flanders fields.

Take up our quarrel with the foe:
To you from failing hands we throw
   The torch; be yours to hold it high.
   If ye break faith with us who die
We shall not sleep, though poppies grow
         In Flanders fields.


A papoila foi depois adotada pela Royal British Legion como símbolo do Poppy Appeal, onde os donativos servem de auxílio aqueles que servem nas forças armadas britânicas, após a sua formação em 1921.


12/10/12

Saboreando comida Iraniana

Tasting Iranian food

No trajeto que liga Manchester a Hyde vive uma amiga amiga de origem Iraniana. Hoje ela preparou-me 2 pratos que fazem parte dos hábitos alimentares da terra dela.



«Sopa branca de cevada»


«Sabzi polo» com atum

05/10/12

Homemade Bread / Pão Caseiro

Place mix in a bowls add water and mix together for 5 minutes to form a ball of dough

Place de dough on a floured surface and leave for 5 minutes. Knead and stretch for 2 minutes. Mould into a ball, rest for 5 minutes.

Shape the dough and place on to a greased baking tray or into a large loaf tin

Cover with a damp cloth or cling film and leave to rise in a warm place until the dough has the double in size for 30 or 40 minutes.

Pre-heat the oven for 230ºC or 210ºC.

Uncover and bake in the oven for about 30 minutes for a loaf, until golden brown and sound hollow when you tap the base.

Turn out and cool on a wire rack.


Before / Antes


Misture na tigela água e farinha e mexa durante 5 minutos, para formar uma bola de massa.


Coloque a massa numa superfície enfarinhada e deixe repousar por 5 minutos. Amasse e estenda por 2 minutos. Molde numa bola, e deixe a descansar por 5 minutos.

Modele a massa e coloque numa forma.

Cubra com um pano húmido ou filme de plástico e deixe crescer num local morno até que a massa tenha o dobro de tamanho, 30 ou 40 minutos.

Pré-aquecer o forno a 230 º C ou 210 º C.

Descobrir e assar no forno por cerca de 30 minutos para um pão, até estar a dourar e  som oco quando toca a base.

Retirar e esfriar sobre uma grelha.



During / Durante


After / Depois

04/10/12

Popias Alentejanas


Tradicionais do Alentejo, estes biscoitos são um dos favoritos que a minha avó faz sempre que lá vou...

03/10/12

Mala da Emigrante


Evito a roupa e os sapatos e trago sempre que posso os sabores do meu país.
...vinho, pão, doces regionais, azeitonas, azeite, queijos, sabores do mar, enchidos... e muita coisinha caseira.

Não foi pelo "sol nem os sabores mediterrâneos do norte da Europa que escolhi «fugir» do meu país". Se pudesse voltava já hoje... mas a experiência não deixa de ser valiosa mesmo que às vezes custosa.

Eu <3 Portugal
Só gostava que Portugal gostasse mais de mim :)

02/10/12

Grão-de-bico

O grão-de-bico padece hoje em dia da mesma maleita social que as suas congéneres leguminosas, ou seja, não está na moda! Sendo tão rico em nutrientes, em tempos, foi chamado de "a pipoca dos pobres".


Historicamente, as leguminosas sempre foram associadas às classes mais baixas, que não possuíam recursos para outras fontes protéicas como a carne e o peixe. No caso do grão-de-bico, esta associação ganha ainda maior relevância uma vez que, na Roma Antiga, quando se pretendia caracterizar alguém como pobre, utilizava-se a expressão “consumidor de grão frito”. Assim, tal como hoje apelidamos carinhosamente o tremoço de “marisco dos pobres”, também o grão-de-bico foi em tempos a “pipoca dos pobres”, dado que era vendido por comerciantes de rua como aperitivo durante os espectáculos populares de teatro.
Apesar desta clara falta de marketing e da diminuição do seu consumo ao longo dos tempos, há que reconhecer que, na Europa, só a Turquia e a Espanha possuem uma produção superior à nossa e que temos como típicos alguns pratos como o Bacalhau com Grão, Creme de Grão com Espinafres e Rancho. E, se os dois primeiros conseguem reunir algum consenso relativamente ao seu equilíbrio nutricional, o rancho sofre do mesmo preconceito das feijoadas ao ser muitas vezes considerado um prato “muito pesado”. Neste contexto, quando se metem as leguminosas ao barulho, onde a generalidade das pessoas vê “pratos pesados”, os nutricionistas vêem refeições altamente saciantes, sendo que, no rancho tal como nas feijoadas, a única forma de os desequilibrar nutricionalmente passa pela adicção excessiva e desnecessária de enchidos e sal. A estratégia a adoptar é justamente a inversa: passa por utilizar o grão-de-bico como uma arma contra a hipertensão, beneficiando dos seus compostos outrora designados de anti-nutricionais e que hoje se sabe inibirem a enzima de conversão da angiotensina, mimetizando desta forma muitos fármacos de cariz anti-hipertensor.
Assim, não é surpresa nenhuma que o grão-de-bico seja uma excelente (e barata!) fonte protéica de baixo valor calórico, com grande teor de fibra, folato, ferro, zinco e vitamina E, tal como não é surpresa que tenha um papel positivo nos nossos níveis de colesterol e na prevenção da diabetes tipo II, cancro e obesidade. Surpresa é que não seja reconhecido por tudo isto e ande constantemente “fora de moda”.

08/09/12

Organizador de Especiarias e Ervas Aromáticas

Para quê gastar dinheiro quando podemos reutilizar materiais?

Para fazer este organizador de especiarias e ervas aromáticas utilizei 2 caixas de cereais de pequeno-almoço, cola, papel para forrar e canetas para decorar.




O resultado foi este... espero que gostem :)