04/12/10

Balança Alimentar Portuguesa (2003-2008)

Segundo o INE, «A Balança Alimentar Portuguesa (BAP), enquanto instrumento analítico de natureza estatística, permite retratar a evolução e o perfil do consumidor nacional em termos de produtos, nutrientes e calorias, através da disponibilização de um quadro de informação com as disponibilidades alimentares e nutricionais do país.

Disponibilidades alimentares em Portugal põem em evidência uma dieta hipercalórica e uma roda dos alimentos distorcida.

No período decorrido entre 2003 e 2008 acentuaram-se os desequilíbrios da dieta alimentar portuguesa. Excesso de calorias e gorduras saturadas, disponibilidades deficitárias em frutos, hortícolas e leguminosas secas e recurso excessivo aos grupos alimentares de “Carne, pescado, ovos” e de “Óleos e gorduras” caracterizaram a alimentação em Portugal, nesse período.

A análise por produtos alimentares revela disponibilidades crescentes nas carnes e pescado. No primeiro caso, a carne proveniente dos animais de capoeira foi a que mais cresceu no período em análise e representava, em 2008, 33% das disponibilidades totais de carnes; no pescado, e apesar do aumento das disponibilidades, assistiu-se a uma redução em 20% das disponibilidades de bacalhau. Constata-se, ainda, uma substituição das raízes e tubérculos por cereais, e da margarina por azeite. De assinalar, ainda, que a partir de 2007 as disponibilidades de cacau e chocolate ultrapassaram as do café. A cerveja continuou a ser a bebida alcoólica preferida pelos residentes em Portugal, enquanto que nas bebidas não alcoólicas a posição cimeira foi ocupada pela água. »

Contudo, e passados quase três anos, acredito que os portugueses têm alterado hábitos e melhorado a sua alimentação. É, assim, de referir o incansável trabalho de dietistas e nutricinistas em acções de sensibilização, principalmente com crianças.

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